"O essencialismo metodológico", isto é, a teoria de que o alvo das ciências é revelar essências e descrevê-las por meio de definições, pode ser melhor compreendido quando contrastado com seu oposto: o nominalismo metodológico" (Karl Popper)
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Anarquia
Com a racionalidade individual domada surge a racionalidade coletiva, e a possibilidade de uma anarquia.
domingo, 17 de novembro de 2013
Tampões
Pré-Antiguidade: x-mitologia
Antiguidade: razão-filosofia
Medievalidade: razão/fé-religião
Modernidade: razão-ciência
Pós pós-modernidade: x-x
Antiguidade: razão-filosofia
Medievalidade: razão/fé-religião
Modernidade: razão-ciência
Pós pós-modernidade: x-x
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
A questão da obrigação, segundo Dwight Furrow
Síntese do capitulo 04 do Livro "Ética, Conceitos-chave em Filosofia", de Dwight Furrow, a ser apresentado na cadeira de Ética Geral I da Faculdade de Filosofia do IDC.
http://prezi.com/jk2mqpvgpsk4/a-obrigacao-segundo-dwight-furrow/
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Algumas proposições sobre proposições
Na proposição manifesta-se a transcendência da linguagem humana, pois é nesse nível que ela ultrapassa a simples perspectiva de pura significação para tentar atingir as coisas em si mesmas... A essência da proposição não está em seus termos (que são apenas símbolos), mas no próprio "ato da composição", que seria um "estado de alma"
(Oliveira, Manfredo de - A reviravolta linguístico pragmática na filosofia contemporânea, 3 ed)
Uma proposição, como um quadro, pode dizer um estado das coisas. É um “quadro” das coisas. Supõe-se que a proposição (o quadro) tenha uma estrutura comum com o que representa. Isso não diferiria da proposta de Platão no Crátilo, de que existiria uma unidade indiferenciada entre o "logos" e o "on". Na função designativa das palavras encontra-se implícito que a estrutura da proposição tenha algo em comum com o que ele representa. Portanto existe Platão em Wittgenstein, com a diferença de que Wittgenstein diz que são os fatos e não as coisas que são "afiguradas". E por ser fato, implica uma relação entre as coisas numa forma logicamente arranjada, refletida essa relação lógica no fato e na proposição.
A meu ver, Wittgenstein apresenta-se como "outra pessoa" na sua segunda fase. Wittgenstein abandonou uma especie de núcleo duro herdado/baseado em Frege, Whitehead Carnap e Russel, enfim, o círculo de Viena. Wittgenstein abandonou a questão das proposições, para se tornar mais fluído ao propor os jogos de linguagem, interessando por formas de expressões linguísticas não-proposicionais cujo sentido seria a utilidade (uso) dentro de um contexto social.
Assim existem duas questões a serem abordadas pela filosofia da linguagem: a questão das asserções proposicionais e a questão das asserções não-proposicionais. Quanto às proposicionais parece que Witigenstein esgotou o tema no "tractatus" ao afirmar que "sobre o que não se pode falar, deve-se calar"; logo depois, nas "investigações filosóficas" dedicou-se às questões não-proposicionais, investingando a linguagem, como se o seu sentido fosse o uso, tendo um enfoque mais social no uso da linguagem, não mais focado na questão "quase-metafísica" das proposições.
Assim existem duas questões a serem abordadas pela filosofia da linguagem: a questão das asserções proposicionais e a questão das asserções não-proposicionais. Quanto às proposicionais parece que Witigenstein esgotou o tema no "tractatus" ao afirmar que "sobre o que não se pode falar, deve-se calar"; logo depois, nas "investigações filosóficas" dedicou-se às questões não-proposicionais, investingando a linguagem, como se o seu sentido fosse o uso, tendo um enfoque mais social no uso da linguagem, não mais focado na questão "quase-metafísica" das proposições.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Mais um pouco de lógica
$x(Gx&~Fx),@x(Gx->Hx)|-$x(Hx&~Fx)
|
1 (1)
$x(Gx&~Fx) A
|
2 (2)
@x(Gx->Hx) A
|
2 (3)
Ga->Ha 2@E
|
4 (4)
Ga&~Fa A
|
4 (5)
Ga 4&E
|
2,4 (6)
Ha 3,5->E
|
4 (7)
~Fa 4&E
|
2,4 (8)
Ha&~Fa 6,7&I
|
2,4 (9)
$x(Hx&~Fx) 8$I
|
1,2 (10)
$x(Hx&~Fx) 1,9$E(4)
|
$x(Gx&Fx),@x(Gx->~Hx)|-$x~Hx
|
1 (1)
$x(Gx&Fx) A
|
2 (2)
@x(Gx->~Hx) A
|
2 (3)
Ga->~Ha 2@E
|
4 (4)
Ga&Fa A
|
4 (5)
Ga 4&E
|
2,4 (6)
~Ha 3,5->E
|
2,4 (7)
$x~Hx 6$I
|
1,2 (8)
$x~Hx 1,7$E(4)
|
@x(Gx->~Fx),@x(~Fx->~Hx)|-@x(Gx->~Hx)
|
1 (1)
@x(Gx->~Fx) A
|
2 (2)
@x(~Fx->~Hx) A
|
1 (3)
Ga->~Fa 1@E
|
2 (4)
~Fa->~Ha 2@E
|
1,2 (5)
Ga->~Ha 3,4HS
|
1,2 (6)
@x(Gx->~Hx) 5@I
|
$x(Fx&Ga),@x(Fx->Hx)|-Ga&$x(Fx&Hx)
|
1 (1)
$x(Fx&Ga) A
|
2 (2)
@x(Fx->Hx) A
|
2 (3)
Fb->Hb 2@E
|
4 (4)
Fb&Ga A
|
4 (5)
Fb 4&E
|
4 (6)
Ga 4&E
|
2,4 (7)
Hb 3,5->E
|
2,4 (8)
Fb&Hb
5,7&I
|
2,4 (9)
$x(Fx&Hx) 8$I
|
2,4 (10)
Ga&$x(Fx&Hx)
6,9&I
|
1,2 (11)
Ga&$x(Fx&Hx) 1,10$E(4)
|
@ = ∀ $ = ∃
http://logic.tamu.edu/daemon.html
http://logic.tamu.edu/daemon.html
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Filosofia e metáfora do computador
A filosofia dá um "defrag", incrementa a memória RAM, e substitui o disco rígido.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
Pré conceitos e nomes
Platão, no Crátilo[1],
ao referir-se aos nomes, indica que o primeiro nome deveria ser dado pelo
filósofo, legislador[2],
que teria certa capacidade inata para conceitualizações. Observa-se que a
nomeação subsequente dada a outros objetos semelhantes ao primeiro objeto será
uma cópia da nomeação original - em meio a uma porção de objetos semelhantes já nomeados
igualmente, qualquer novo objeto apresentado aos sentidos será comparado com
aqueles outros objetos apresentados anteriormente, nomeados em cadeia desde
o elo original nomeado pelo legislador. Sempre é dado um nome ou conceito
semelhante ao de objetos semelhantes. A necessidade da compreensão
da relação entre os objetos não é só necessária para o entendimento dos fatos,
mas também para a nomeação e formação de conceitos.
Mas
existe outro tipo de relação entre objetos, não do tipo de encadeamentos
lógicos que desembocam nos fatos, e sim como processo comparativo entre
semelhanças e dessemelhanças, para a difusão de nomes e conceitos primitivos. Os
nomes e conceitos pré-estabelecidos dos objetos difundem-se por comparação para
designar novos objetos que entram no campo da percepção. Essa formação de nomes e conceitos por comparação através dos pré nomes e conceitos pode levar a formação de pré-conceitos falhos, via raciocínios indutivos reducionistas grosseiros.
[1] PLATÃO. Crátilo.
Lisboa: Instituto Piaget, 2001.
[2]Luego no es árbitro todo el mundo, mi querido Hermógenes, de
imponer nombres, sino que lo es sólo el verdadero obrero de nombres; y éste es,
al parecer, el legislador, que es de todos los artesanos el que más escasea
entre los hombres (PLATÓN, Crátilo, Edición electrónica de www.philosophia.cl / Escuela de
Filosofía Universidad ARCIS, p 8)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Sobre "Sobre um suposto direito de mentir por amor à humanidade"
No
texto Sobre um suposto direito de mentir
por amor à humanidade[1],
Immanuel Kant[2]
diverge
de Benjamim Constant. Cada qual defende uma forma de agir, através da qual os
indivíduos praticariam ações moralmente boas. Kant acredita que os indivíduos
nunca teriam direito de mentir, Constant, por outro lado, defende que
deveríamos dizer a verdade somente quando os ouvintes tivessem direito a ela.
Para
Kant, o erro fundamental de Constant estaria em atribuir ao indivíduo um suposto
direito à verdade. Kant discorre que “importa, em primeiro lugar, observar que
a expressão ´ter direito à verdade´ é uma palavra sem sentido” (KANT,1797, p.
4). Segundo Kant, a verdade não seria algo subjetivo, que poderia pertencer ou
não a determinado indivíduo. Para Kant, o indivíduo teria direito apenas à sua
própria veracidade.
Kant
segue argumentando que nem mesmo uma mentira bem intencionada deveria ser
proferida. Segundo Kant, “a veracidade nas declarações, que não se pode evitar,
é o dever formal do homem em relação seja a quem for, por maior que seja a
desvantagem que daí decorre para ele ou para outrem” (KANT,1797,
p. 4).
Conforme Kant, quem mente, mesmo com boa intenção, também seria sempre
responsável pelos fatos que, da mentira, depois decorreriam.
Quem, pois, mente, por mais bondosa que
possa ser a sua disposição,deve responder pelas consequências, mesmo perante um
tribunal civil, e por ela se penitenciar, por mais imprevistas que essas
consequências possam também ser; porque a veracidade é um dever que tem de se
considerar como a base de todos os deveres a fundar num contrato e cuja lei,
quando se lhe permite a mínima excepção, se toma vacilante e inútil. ("Sobre
um suposto direito de mentir por amor à humanidade" in "A paz perpétua
e outros opúsculos", Trad. Artur
Morão, ed. Edições 70, Lisboa-Portugal: 1995)
Para
Kant, todo ser racional existiria como um fim em si mesmo, e não deveria ser
tratado como um meio. Segundo Kant, o indivíduo que mente trataria as pessoas
como meio, e não como fim. Para Kant, o mentiroso atentaria não apenas contra
um indivíduo, mas contra a humanidade inteira.
Por conseguinte, a mentira
define-se como uma declaração intencionalmente não verdadeira feita a outro
homem, e não é preciso acrescentar que ela deve prejudicar outrem, como exigem
os juristas para a sua definição [mendacium est falsiloquium in praejudicium alterius].
Efetivamente ela, ao inutilizar a fonte do direito, prejudica sempre outrem,
mesmo se não é um homem determinado, mas a humanidade em geral. (_____. Sobre um suposto direito de mentir por amor à
humanidade in A paz perpétua e outros opúsculos,
Trad. Artur Morão, ed. Edições 70, Lisboa-Portugal: 1995)
Kant
leva em conta no seu artigo a questão da mentira, mas não aprofunda o tema da
promessa. Prometer não é mentir porque parte de uma intenção “a priori”,
sujeita ou não à concretização. Caso uma promessa não venha a se cumprir,
dependendo do contexto, não significa que houve mentira. Assim Kant, no texto Sobre um suposto direito de mentir por amor
à humanidade, acaba deixando entreaberta uma porta aos sofistas.
[1] _____.
Sobre um suposto direito de mentir
por amor à humanidade in A paz
perpétua e outros opúsculos, Trad. Artur Morão, ed. Edições 70,
Lisboa-Portugal: 1995
[2] Immanuel Kant foi um filósofo prussiano
considerado o último grande filósofo dos princípios da era moderna.
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