terça-feira, 15 de maio de 2012
Mais um pouco de lógica
(21) P,~Q |- P&~Q
1 (1) P A
2 (2) ~Q A
1,2 (3) P&~Q 1,2&I
(22) PvQ,~QvR,~P |- R
1 (1) PvQ A
2 (2) ~QvR A
3 (3) ~P A
1,3 (4) Q 1,3vE
1,2,3 (5) R 2,4vE
(23) P->Q,PvQ |- Q
1 (1) P->Q A
2 (2) PvQ A
3 (3) ~Q A
2,3 (4) P 2,3vE
1,2,3 (5) Q 1,4->E
1,2 (6) Q 3,5RAA(3)
(24) ~P<->Q,~QvR|-~P->R
1 (1) ~P<->Q A
2 (2) ~P A
3 (3) ~QvR A
1 (4) ~P->Q 1<->E
1,2 (5) Q 2,4->E
1,2,3 (6) R 3,5vE
1,3 (7) ~P->R 6->I(2)
(25) P->Q|-(Rv~Q)->(P->R)
1 (1) P->Q A
2 (2) Rv~Q A
3 (3) P A
1,3 (4) Q 1,3->E
1,2,3 (5) R 2,4vE
1,2 (6) P->R 5->I(3)
1 (7) (Rv~Q)->(P->R) 6->I(2)
(26) Pv~R,~R->S,~P|-S
1 (1) Pv~R A
2 (2) ~R->S A
3 (3) ~P A
1,3 (4) ~R 1,3vE
1,2,3 (5) S 2,4->E
(27) Pv~R,~R->S,~P|-S&~R
1 (1) Pv~R A
2 (2) ~R->S A
3 (3) ~P A
1,3 (4) ~R 1,3vE
1,2,3 (5) S 2,4->E
1,2,3 (6) S&~R 4,5&I
(28) P->~Q,(~QvR)->~S,P&T|-~S
1 (1) P->~Q A
2 (2) (~QvR)->~S A
3 (3) P&T A
3 (4) P 3&E
1,3 (5) ~Q 1,4->E
1,3 (6) ~QvR 5vI
1,2,3 (7) ~S 2,6->E
(29) P&(Q&R),(P&R)->~S,SvT|-T
1 (1) P&(Q&R) A
2 (2) (P&R)->~S A
3 (3) SvT A
1 (4) P 1&E
1 (5) Q&R 1&E
1 (6) R 5&E
1 (7) P&R 4,6&I
1,2 (8) ~S 2,7->E
1,2,3 (9) T 3,8vE
(30) P->Q,P->R,P|-Q&R
1 (1) P->Q A
2 (2) P->R A
3 (3) P A
1,3 (4) Q 1,3->E
2,3 (5) R 2,3->E
1,2,3 (6) Q&R 4,5&I
(31) P,QvR,~RvS,~Q|-P&S
1 (1) P A
2 (2) QvR A
3 (3) ~RvS A
4 (4) ~Q A
2,4 (5) R 2,4vE
2,3,4 (6) S 3,5vE
1,2,3,4 (7) P&S 1,6&I
(32) ~P,(Rv~P)<->(PvQ)|-Q
1 (1) ~P A
2 (2) (Rv~P)<->(PvQ) A
2 (3) (Rv~P)->(PvQ) 2<->E
1 (4) Rv~P 1vI
1,2 (5) PvQ 3,4->E
1,2 (6) Q 1,5vE
(33) (P<->Q)->R,P->Q,Q->P|-R
1 (1) (P<->Q)->R A
2 (2) P->Q A
3 (3) Q->P A
2,3 (4) P<->Q 2,3<->I
1,2,3 (5) R 1,4->E
(34) ~P->(Q&R),(~PvS)->~T,U&~P|-(U&R)&~T
1 (1) ~P->(Q&R) A
2 (2) (~PvS)->~T A
3 (3) U&~P A
3 (4) U 3&E
3 (5) ~P 3&E
1,3 (6) Q&R 1,5->E
1,3 (7) R 6&E
3 (8) ~PvS 5vI
2,3 (9) ~T 2,8->E
1,3 (10) U&R 4,7&I
1,2,3 (11) (U&R)&~T 9,10&I
(35) ((QvR)&~S)->T,Q&U,~Sv~U|-T&U
1 (1) ((QvR)&~S)->T A
2 (2) Q&U A
3 (3) ~Sv~U A
2 (4) Q 2&E
2 (5) U 2&E
2,3 (6) ~S 3,5vE
2 (7) QvR 4vI
2,3 (8) (QvR)&~S 6,7&I
1,2,3 (9) T 1,8->E
1,2,3 (10) T&U 5,9&I
sábado, 12 de maio de 2012
Consciência e colisão entre o ser e o não-ser
Do atrito do ser com o não-ser é gerado o devir (fluir), o corpo-alma (emanação, jato, espícula, respingo desse mesmo "ser") quando em contato com o devir obtém um espelho (consciência) por meio do qual percebe-se a si mesma e age como ser autônomo. Quanto maior a complexidade estrutural do fluxo limitado no espaço, mais reflectivo o espelho, maior a capacidade de ação e "responsabilidade" do corpo-alma.
Parado o fluxo, "morto o corpo", desfeito o espelho, o corpo-alma individual fica encapsulada como semente colorida imersa de novo no alma-corpo do ser, sendo indefinida e entregue ao todo. Quer dizer, ao perder a consciência, o corpo-alma retorna ao ser único como parte do todo, como semente componente, estática, inconsciente no sono eterno, até que dela brotasse e se brotasse, uma nova consciência de um novo atrito do ser com o não-ser.
A consciência assim concebida então é o espelho onde os corpos-alma refletem-se. Indo adiante percebemos que somente com a consciência é que o corpo-alma pode agir no mundo fluído, e aprimorar a si mesmo ou aos outros, moldando o devir. Sobre outros meios do corpo-alma adquirir consciência, aprimorar-se, sem ser do atrito entre o ser e o não ser, ainda não posso nem intuir. No final do processo, o corpo-alma consciente, buscando aprimoramento, também cria o devir pelo atrito local, fazendo do processo um "motos perpetuos".
Resumindo, existe um ser de onde provém os corpos-alma e tudo o mais por pressuposição. Pois o não-ser não é, mas gera o vir-a-ser, pelo choque (atrito) com o ser. O resultado da posterior mistura do vir-a-ser com o ser gera cristas conscientes, nós, humanos, racionais, animais, vegetais minerais e tudo o que existe e existiu neste e noutros universos, cada qual trazendo um tipo de espelho. Como um arco-íris, o ser é uno mas "contém" tons de corpos-alma aprimorantes. Somos portanto tudo e todos emanações, jatos, epísculas, respingos, do uno, irmãos de corpo-alma, dispostos e diferenciados naturalmente em camadas corpo-anímicas, como as cores.
Um pouco de lógica de proposições
(1) P, Q |- (P&Q)vR
1 (1) P A
2 (2) Q A
1,2 (3) P&Q 1,2&I
1,2 (4) (P&Q)vR 3vI
(2) P |- PvR
1 (1) P A
1 (2) PvR 1vI
(3) (P&Q)&R |- Q
1 (1) (P&Q)&R A
1 (2) P&Q 1&E
1 (3) Q 2&E
(4) PvQ, ~P |- Q
1 (1) PvQ
A
2 (2) ~P A
1,2 (3)
Q 1,2vE
(5) PvQ ⊢ ~P→Q
1 (1) PvQ A
2 (2) ~P
A
1,2 (3)
Q 1,2vE
1 (4) ~P->Q 3->I(2)
(6) P→(QvR), P ⊢ QvR
1 (1) P->(QvR) A
2 (2) P
A
1,2 (3)
QvR 1,2->E
(7) P ⊢ Q→(P&Q)
1 (1) P A
2 (2) Q A
1,2 (3)
P&Q 1,2&I
1 (4) Q->(P&Q) 3->I(2)
(8) P, P→Q ⊢ QvR
1 (1) P A
2 (2) P->Q A
1,2 (3) Q 1,2->E
1,2 (4) QvR 3vI
(9) P, P→Q, Q→R ⊢ R
1 (1) P A
2 (2) P->Q A
3 (3)
Q->R A
1,2 (4) Q 1,2->E
1,2,3 (5) R 3,4->E
(10) Pv(Q&R), ~(Q&R) |- P
1 (1) Pv(Q&R) A
2 (2) ~(Q&R) A
1,2 (3)
P 1,2vE
(11) P&Q |- Q&P
1 (1) P&Q A
1 (2) Q 1&E
1 (3) P 1&E
1 (4) Q&P 2,3&I
(12) P→(Q&R), P ⊢ P&Q
1 (1)
P->(Q&R) A
2 (2) P
A
1,2 (3) Q&R 1,2->E
1,2 (4) Q 3&E
1,2 (5) P&Q 2,4&I
(13) P→Q, Q→R ⊢ P→R
1 (1)
P->Q A
2 (2)
Q->R A
3 (3)
P A
1,3 (4)
Q 1,3->E
1,2,3 (5)
R 2,4->E
1,2 (6)
P->R 5->I(3)
(14) P |- (PvQ)&(PvR)
1 (1) P A
1 (2) PvQ 1vI
1 (3) PvR 1vI
1 (4) (PvQ)&(PvR) 2,3&I
(15) P ⊢ (~PvQ)→Q
1 (1) P A
2 (2) ~PvQ A
1,2 (3) Q 1,2vE
1 (4) (~PvQ)->Q 3->I(2)
(16) P→R ⊢ P→(RvS)
1 (1) P->R A
2 (2) P A
1,2 (3) R 1,2->E
1,2 (4) RvS 3vI
1 (5) P->(RvS) 4->I(2)
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Ataraxia e posicionamento
A ataraxia estóica, que é a base da felicidade, não é uma neutralidade apática, é tomada de posição. Isso implica em ser amado por uns e odiado por outros. Portanto não preocupe-se se levares pedradas. Nem Deus consegue ser amado por todos.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Paixão e solidariedade
A melhor forma de eliminarmos o egoísmo (ego) é sermos solidários.
Para sermos solidários precisamos suprimir os desejos e paixões erradicando a vaidade.
Não desperdicemos nossa vida apegados a vaidades, desejos e paixões, tomados pelo egoísmo. Procuremos sempre que possível sair de nós mesmos e ir até o outro praticando em gestos a justa solidariedade.
Disposição e vontade põe o corpo em movimento para ajudar o próximo. Desinteresse. Isso é caridade.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Parmêmides de Eleia
O pensamento do eleata Parmênides está exposto num poema chamado Sobre a Natureza e sua Permanência. Esse poema em verso épico, do qual foram preservados fragmentos em citações de outros autores, é dividido em duas partes: o caminho da opinião (dóxa) e o caminho da verdade (alétheia).
No caminho da opinião, ele trata de assuntos como a constituição e localização dos astros, diversos fenómenos meteorológicos e geográficos, e a origem do homem; assemelha-se às especulações físicas dos pensadores anteriores, como os milésios e os pitagóricos. No caminho da verdade ele expõe vários argumentos que demonstram os atributos do “ser”, isso é uma reflexão completamente nova que modifica radicalmente o curso da filosofía antiga.
Parmênidies inicia o poema descrevendo de forma figurativa que foi transportado por uma carruagem de éguas, capazes de levá-lo para onde o seu coração pedisse, e assim ele foi até a morada dos deuses os quais passaram a instruí-lo. Possivelmente a carruagem simbolizaria a inteligência, as éguas a vontade, e a morada dos deuses a clareza da mente.
(Frag. 1) (Sexto, VIII, 111; Simplício, Do céu., 557,20)
(1,1) "As éguas, que me conduziam, quanto meu coração desejava, levaram-me pelo famoso caminho das deusas, que conduz o sábio através de todas as cidades. Por ele era eu conduzido; por ele me levavam as mui destras éguas (1, 2), puxando o carro, e as moças indicavam o caminho"
Clemente de Alexandria e Plotino, alguns dos compiladores do poema, mostraram que Parmênides declarou que “o ser é o pensar” (Fragmento 03 – Clemente de Alexandria Strômata VI, 23; Plotino, Enéada V, 1 , 8). Com isso Parmênides queria dizer que a estrutura dos seres reais e a estrutura do pensamento seriam exatamente a mesma, que as leis básicas que regem os seres reais e as leis básicas que regem o pensamento são as mesmas. Essas leis seguem a lógica, e uma contradição de lógica, se é ininteligível, não pode existir no mundo do pensamento e nem poderia ser concretizada no mundo real. Se fosse, seria o caso de um absurdo, ou de uma ilusão. Portanto tudo o que existe teria que ser inteligível. Isso não é apenas uma constatação, mas um princípio que parece manifestamente ser perceptível a todos os homens. A estrutura do mundo real é obrigada a ter uma característica que pertence de modo próprio ao mundo da inteligência. O mundo da inteligência também deveria ser de alguma maneira anterior, não no tempo, mas em natureza, ao mundo real. O mundo da inteligência ou das idéias seria um mundo mais elementar do que o mundo real, ou mais fundamental do que o mundo real.
Para algo entrar na existência tem que satisfazer primeiro certos requisitos que são próprios do mundo da razão, isto é, a inteligibilidade ou “ser concebível”. Se a estrutura básica do pensamento é a mesma estrutura básica do ser, isto significa que investigando a estrutura básica do pensamento podemos investigar a estrutura básica do ser.
Da identidade entre o ser e o pensar Parmênides derivou o princípio citado por Proclo no Comentário ao Timeu. Para Parmênides tudo o que há é “o que é”, isto é, o ser:
(Fragmento 2) (Proclo, Comentário ao Timeu I, 345, l8; Simplício, Física 1l6, 25)
"Pois bem, eu te quero instruir sobre quais os únicos caminhos da investigação que são pensáveis: primeiro o que é, é. E o não ser, não é. Esta é a verdade da convicção” (Frag 2,1)
”O outro, o não ser é e o ser necessariamente não é; esta vereda, eu te digo, é totalmente impraticável, pois não conhecerias o não-ente, nem o expressarias” (Frag 2,5)
Parmênides vai então afirmar toda a unidade e imobilidade do ser, opondo-se a Heráclito de Éfeso. A partir da idéia de “o que é, é”, ele procura ver aquilo que está por detrás das aparências e das transformações. Ele explicava o vir-a-ser (transformações), que a todo instante vemos ocorrer no mundo, como sendo apenas uma mistura participativa do ser e do não-ser. “Para ele nosso mundo dividia-se em duas esferas: aquela das qualidades positivas (luz, quente, ativo, masculino, fogo, vida) e aquela das qualidade negativas (escuridão, frio, passivo, feminino, terra, morte). A esfera negativa era apenas uma negação da esfera positiva, isto é, a esfera negativa não continha as propriedades que existiam na esfera positiva. Ao invés das expressões “positiva” e “negativa”, Parmênides usa os termos metafísicos de “ser” e “não-ser”. O não-ser era apenas uma negação do ser.” (Parmênides de Eleia – Wikipedia)
Os desejos eram os fatores que impeliam os elementos de qualidades opostas a se unirem, e o resultado disso é o vir-a-ser. Quando o desejo está satisfeito, o ódio e o conflito interno impulsionam novamente o ser e o não-ser à separação. Parmênides chega então à conclusão de que toda mudança é ilusória. Só o que existe realmente é o ser e o não-ser, mas o não-ser não é, portanto não pode ser. E vir-a-ser é apenas uma ilusão sensível. Isto quer dizer que todas as percepções de nossos sentidos apenas criam ilusões, nas quais temos a tendência de pensar que o não-ser é, e que o vir-a-ser tem um ser.
Algum ser teria que existir necessariamente. Porque qualquer coisa que exista é ou ser ou é não-ser. Se nada existisse, isto seria o mesmo que dizer que o ser não existe, ou que o ser não é, o que seria um absurdo. Portanto, algum ser existe necessariamente. Esse ser que existe necessariamente também tem que ser único. Porque se ele não fosse único e houvesse um outro, o outro deveria ser diferente do primeiro para que pudesse ser distinguido do primeiro. Se não houvesse diferença nenhuma entre eles, ambos seriam idênticos. Mas se o primeiro é ser, a diferença que distinguiria o segundo do primeiro teria que ser um não-ser, porque o que difere do ser é não-ser. Portanto, se existisse outro ser além do primeiro e único ser, deveria haver uma diferença do segundo em relação ao primeiro. O segundo deveria diferir do primeiro e, como só o não-ser difere do ser, o segundo seria o não-ser do primeiro. Mas se o primeiro é ser, o segundo deveria ser não-ser. A conclusão então que se imporia é que se existissem dois seres o não-ser existiria e, como isso não é possível por ser contraditório, só pode existir um único ser.
"Nem é mais aqui, pois impediria fosse contínuo; nem é menos ali, pois tudo está pleno de ente. Todo ele é contínuo, pois o ente toca o ente" (Frag. 8, 24-25)
Este ser que existe e é único tem que ser também eterno. Porque se ele não fosse eterno cessaria de ser e então o não-ser seria e o ser não seria, o que também é contraditório.
"Assim, está extinto o nascimento e inacreditável a destruição" (Frag. 8, 20)
Além de ser eterno, o único ser que existe também não pode mudar ou alterar-se, conforme já visto. O motivo é que se este único ser que existe é ser, se este ser mudar ele só poderá mudar para o não-ser. Mas enquanto ainda está se processando a mudança, o ser ainda não é aquilo para o qual se dirige a mudança, ou seja, ele ainda é ser. Mas, ao mesmo tempo, se a mudança já se iniciou, o ser já deixou de ser o que era e, se no início era ser, agora só pode ser o não-ser. Conclui-se daí que se fosse possível existir o fenômeno da mudança (ou o vir-a-ser), então alguma coisa seria ao mesmo tempo ser e não-ser, o que também é contraditório.
"Não é tão pouco divisível, pois é todo homogêneo. Nem é mais aqui, pois impediria fosse contínuo, pois o ente toda o ente. É imóvel entre o vínculo de poderosas cadeias; é sem começo e nem fim, pois o nascimento e a destruição foram afastados mui longe, rechaçados pela verdadeira crença. Ele mesmo permanece no mesmo e descansa sobre si mesmo, e assim residirá imutável ali mesmo. A poderosa necessidade o mantém nas cadeias envolventes, cercando-o inteiramente. Por isso não é permitido ao ente ser incompleto (indefinido), pois não é indigente, e se fosse, de tudo careceria" (Frag. 8,23,33)
A lógica que levou Parmênides a concluir que no mundo só havia um ser, que existe necessariamente e que não pode deixar de existir, e que é único, eterno e imutável, não trata mais de objetos que pertencem ao mundo dos objetos sensíveis. Essa lógica refere-se ao mundo dos seres considerados em sua estrutura simplesmente enquanto seres, desconsideradas quaisquer qualidades sensíveis. Sua lógica está no domínio da primeira estrutura do ser enquanto ser, um domínio onde apenas a inteligência abstrata pode apreender alguma coisa. Parmênides estabeleceu a definição de “ser” sobre bases puramente intelectuais e lógicas.
Parmênides pode ser considerado o pai da ontologia e da metafísica na história da Filosofia, pois a noção de Ser, tal como posteriormente vista na tradição, foi por ele colocada pela primeira vez.
O “caminho da verdade” de Parmênides, assim tão enigmaticamente introduzido, marca uma época na filosofia. É o texto fundador de uma nova disciplina: a ontologia, ou metafísica, a ciência do ser. (Kenny, Anthony)
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